Esse tema “Tecnologia
Assistiva” é de fundamental importância para se pensar uma
sociedade plenamente igualitária. Apesar de defender politicamente a
inclusão das pessoas com deficiência, a falta de leitura e
aprofundamento coloca meu discurso mais no plano do senso comum, sem
pensar nos fundamentos dessa inclusão. O texto sugerido (um deles)
“Tecnologia Assistiva: de que se trata?” de Teófilo Galvão F°
resgata tanto o aspecto conceitual quanto os marcos legais sobre
essas tecnologias. Penso que é uma incompletude discutir TIC e não
ter apropriação teórica sobre Tecnologia Assistiva.
Durante a leitura,
relacionei com algumas experiências pessoais que foram importantes
pontos de aproximação com o tema. A primeira foi uma experiência
na rede municipal que me deixou muito sensibilizada: a partir de um
projeto de formação de corais nas escolas, fui acompanhar a
culminância “O Encontro de Corais” no TCA, não me recordo o
ano, eram várias escolas e ums dos corais era de meninos e meninas
surdos-mudos, eles cantaram a música de Arnaldo Antunes e Brown
“Velha Infância” : a música era executada e os alunos interpretavam a através da
linguagem de sinais. Nossa !!! Nunca tinha imaginado essa
possibilidade, afinal o coral é uma interpretação, uma leitura e
essa era a leitura deles...fiquei emocionada.No texto Teófilo
enfatiza que não basta “assistir” as pessoas com deficiência
mas é necessário mudar também o contexto social para inclusão
dessas pessoas “as intervenções e modificações devem ocorrer,
dessa forma, também na sociedade, para que esta possa tornar-se
realmente acessível e inclusiva”. Neste sentido, as dificuldades
estão mais relacionadas as limitações da organização social do
que nas limitações específicas de cada deficiência.
Lembrei das
dificuldades de locomoção que enfrentei em 2011 por causa de uma
infecção que tive no pé esquerdo, foram 02 meses de muleta, e como
a cidade, em todos os seus aspectos relacionados a mobilidade e
acesso é cruel com os que tem dificuldade de locomoção, não só
as pessoas com deficiência motora, mas os idosos e pessoas em
reabilitação. Em condições “normais” de mobilidade sempre
ando com pressa e nunca havia percebido como o tempo do sinal para
travessia dos pedestres é muito curto para que tem dificuldade de
locomoção: pude me colocar em outro lugar. Aí o texto traz um
conceito muito importante para compreender a inclusão numa outra
perspectiva não somente de adaptação que seria Desenho Universal
ou desenho para todos: pensar a organização da sociedade e dos
espaços “[...] com vistas à participação, utilização e
acesso de todas as pessoas”. Isso vai além da perspectiva de
adaptação e segregação, com criação de espaços específicos
para pessoas com deficiência.
O texto deixa claro que
houve necessidade de definição/padronização conceitual, e neste
sentido termo Tecnologia Assistiva, no singular, enquanto campo de
conhecimento, envolvendo não somente produtos mas também serviços,
tem sido o mais aceito pelas associações , comitês e consórcios
voltados para essa área; a regulamentação também deve servir de
marco para outros entendimentos mas a legislação brasileira ainda
utiliza o termo Ajuda Técnica e associa mais aos produtos do que aos
serviços e sem uma perspectiva mais ampla de inclusão que, no meu
entendimento, passa pela inclusão social num modelo de sociedade
excludente.
Não sei se avancei na
interpretação textual, mas outras questões quero esclarecer no
Seminário de Adriany e Priscila. Nos vemos lá!
Muito bom seu texto Sigmar! Como sempre! risos...
ResponderExcluirSeus exemplos contribuem bastante para exemplificar e melhorar o entendimento do que lemos sobre os conceitos, recursos e serviços da Tecnologia Assistiva.
Vamos dialogando...
Priscila,
ResponderExcluiraprendi muito com o seminário de vcs, percebi que sabia muito pouco e não é por falta de compromisso com essa demanda social, mas falta de leituras mais aprofundadas.
abraços